Dia 22, a chegada
Depois de 2 horinhas e de uma dor de pescoço que não vos passa pela cabeça, lá aterrámos em solo polaco. Passámos a fronteira a custo e quando demos por nós já cá estávamos fora. Cracóvia. Quer dizer, os campos de cultivo da Cracóvia. Pronto, Cracóvia - a aldeia. Entre uns «Eu NÃO me acredito, q'é dos monumentos, q'é dos prédios, q'é das praças, q'é dos autocarros, q'é das pessoas sem aspecto de vou-ali-plantar-milho-e-ordenhar-as-minhas-vacas?» e uns «Oh não, vamos ser agricultoras, pronto. Vamos entrar no avião outra vez discretamente e fingir que nos enganámos na paragem.» lá fomos, em estado de choque, a hiperventilar e a tremer para dentro do aeroporto, à espera da Joanna (uma das mentoras). Uma horinha à espera, mais coisa menos coisa, que isto de fusos horários faz com que as princesas, habituadas a não se preocupar com essas ninharias, combinem mal as horas.
Depois de 2 horinhas e de uma dor de pescoço que não vos passa pela cabeça, lá aterrámos em solo polaco. Passámos a fronteira a custo e quando demos por nós já cá estávamos fora. Cracóvia. Quer dizer, os campos de cultivo da Cracóvia. Pronto, Cracóvia - a aldeia. Entre uns «Eu NÃO me acredito, q'é dos monumentos, q'é dos prédios, q'é das praças, q'é dos autocarros, q'é das pessoas sem aspecto de vou-ali-plantar-milho-e-ordenhar-as-minhas-vacas?» e uns «Oh não, vamos ser agricultoras, pronto. Vamos entrar no avião outra vez discretamente e fingir que nos enganámos na paragem.» lá fomos, em estado de choque, a hiperventilar e a tremer para dentro do aeroporto, à espera da Joanna (uma das mentoras). Uma horinha à espera, mais coisa menos coisa, que isto de fusos horários faz com que as princesas, habituadas a não se preocupar com essas ninharias, combinem mal as horas.
«Uh como é que será o quarto, como é que não será? Achas que é mesmo como nas fotografias? Achas que temos uma mega varanda? E o armário? De que cor é que serão as colchas? E as paredes?». Abrimos a portinha e... nada. Fechamos a porta, voltamos a abrir, na expectativa de que tivéssemos sofrido uma daquelas ilusões em conjunto, que as há, há. Não, tudo, na mesma. Fechamos a porta, olhamos para o número da porta - xyz. Olhamos para a chave, de certeza que nós enganámos. Nop... - xyz. Piscamos os olhos uma vez. Olhamos uma para a outra e cá vai disto, estamos no nosso quarto. Pois bem, é complicado de explicar. «Eeeh exageradas, não pode ser assim tão mau.» pensam vocês. Pois... Pode. Se tiverem em mente aquelas instalações que datam da II Guerra Mundial, umas camas que não são camas, são sofás desdobráveis, armários que são qualquer coisa de assustador porque não se lhes avista o fim (e têm de certeza qualquer animal lá adormecido), uns cortinados arranjados à pressa, amarelos do Sol, uma canalização que parece prestes a explodir, umas prateleiras que não vêem um pano do pó desde 1945 e umas cadeiras que têm tétano escrito em tudo quanto é lado; pronto, têm uma descrição bastante fidedigna do nosso quarto. Alguém morreu de overdose nestas camas, isso é limpinho.
(aqui então... já estávamos em casa)